Um Voo Cego A Nada...

" Ter-se nascido ou vivido em Moçambique é uma doenca incurável, uma virose latente. Mesmo para os que se sentem genuínamente portugueses mascara-se a doenca, ignora-se, ou recalca-se e acreditamo-nos curados e imunizados. A mínima exposição a determinadas circunstâncias desencadeia, porém, inevitáveis recorrências e acabamos por arder na altíssima febre de uma recidiva sem regresso nem apelo". Rui Knopfli

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Atrás da porta

Etiquetas: , ,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O Bêbado e a Equilibrista



Elis Regina


Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.
Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar...

Etiquetas: , ,

sábado, 17 de setembro de 2016

Ao meu...


Elis Regina

Etiquetas: ,

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Atrás da porta



Elis Regina

Etiquetas: , ,

segunda-feira, 17 de março de 2014

No aniversário de um monstro sagrado...



Elis Regina

Etiquetas: , ,

sexta-feira, 7 de março de 2014

Se Eu Quiser Falar Com Deus...



Maria Rita

Etiquetas: , , ,

domingo, 29 de julho de 2012

Fascinação

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Cartomante

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dois pra lá, dois pra cá


Elis Regina
  
Sentindo o frio
Em minha alma
Te convidei prá dançar
A tua voz me acalmava
São dois prá lá
Dois prá cá...

Meu coração traiçoeiro
Batia mais que o bongô
Tremia mais que as maracas
Descompassado de amor...

Minha cabeça rodando
Rodava mais que os casais
O teu perfume gardênia
E não me perguntes mais...

A tua mão no pescoço
As tuas costas macias
Por quanto tempo rondaram
As minhas noites vazias...

No dedo um falso brilhante
Brincos iguais ao colar
E a ponta de um torturante
Band-aid no calcanhar...

Eu hoje, me embriagando
De whisky com guaraná
Ouvi tua voz murmurando
São dois prá lá
Dois prá cá...

No dedo um falso brilhante
Brincos iguais ao colar
E a ponta de um torturante
Band-aid no calcanhar...

Eu hoje, se embriagando
De whisky com guaraná
Ouvi tua voz murmurando
São dois prá lá
Dois prá cá...

Etiquetas: , ,

sábado, 17 de setembro de 2011

Como os nossos pais...


Etiquetas: , ,

domingo, 25 de abril de 2010

Como Nossos Pais


Elis Regina

... pois é!
Comemoramos o quê?

Etiquetas: , ,

segunda-feira, 1 de março de 2010

Águas de Março


Tom Jobim & Elis Regina

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

Etiquetas: , ,

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

É com esse que eu vou


Elis Regina

Com esse que eu vou sambar até cair no chão
Com esse eu vou desabafar na multidão
Se ninguém se animar
Eu vou quebrar meu tamborim
Mas se a turma gostar vai ser pra mim

É com esse que eu vou sambar até cair no chão
É com esse que eu vou desabafar na multidão
Se ninguém se animar
Eu vou quebrar meu tamborim
Mas se a turma gostar vai ser pra mim

Quero ver o ronca-ronca da cuíca
Gente pobre, gente rica, deputado, senador
Quebra quebra eu quero ver
Uma cabrocha boa
No piano da patroa batucando
É com esse que eu vou
Mas quebra, quebra que eu quero ver
Muita cabrocha boa, no piano da patroa

E é com esse que eu vou
E é com esse que eu vou
Mas é com esse que eu vou
Sambar até cair no chão
Com esse eu vou desabafar meu coração
Sambar na multidão
Com esse eu vou
Desabafar meu coração
Com esse eu vou
Desabafar na multidão
Meu coração, eu vou
Eu vou, eu vou, eu vou
É com esse que eu vou
Eu vou
Com esse eu vou
Eu sei que vou
Sambar na multidão
Desabafar....

Pedro Caetano

Etiquetas: ,

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Bêbado e A Equilibrista


Elis Regina

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...


João Bosco e Aldir Blanc



Para um Amigo que muito respeito!

Etiquetas: ,

domingo, 12 de abril de 2009

É com esse que eu vou


Elis Regina

Etiquetas: ,

terça-feira, 3 de março de 2009

Águas de Março


Elis Regina


É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o sol

É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o Matita Pereira



É madeira de vento, tombo da ribanceira

É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira



É uma ave no céu, é uma ave no chão

É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto o desgosto, é um pouco sozinho



É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto

É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando

É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama



É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração



É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração



António Carlos Jobim

Etiquetas: ,

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Como Os Nossos Pais

Etiquetas: