Um Voo Cego A Nada...

" Ter-se nascido ou vivido em Moçambique é uma doenca incurável, uma virose latente. Mesmo para os que se sentem genuínamente portugueses mascara-se a doenca, ignora-se, ou recalca-se e acreditamo-nos curados e imunizados. A mínima exposição a determinadas circunstâncias desencadeia, porém, inevitáveis recorrências e acabamos por arder na altíssima febre de uma recidiva sem regresso nem apelo". Rui Knopfli

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Dreams...



The Beautiful South

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sábado, 19 de novembro de 2016

Ausência...



Esta pequena hora,
Sem o teu vulto, sem a tua espera,
Foi uma hora triste;
Foi como quando se acorda em Primavera
Já quando a Primavera não existe.

Miguel Torga - Diários

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Círculo

 

Sílvia Pérez Cruz 





Lembro-te: alguém no amor precisa de estar nu para mostrar ao outro que está demasiado vestido.

Eduardo White

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Devem ser...


Miguel Araújo

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Quando eu nasci!


Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.


Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.


As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…


P’ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…


Sebastião da Gama

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Hoje e sempre...


Crosby, Stills, Nash e Young

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

É a vida...



French Latino

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Brilha...


David Gilmour

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sábado, 17 de setembro de 2016

Ao meu...


Elis Regina

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Cansaço...


Ana Vidovic

Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido,
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une,
A sensação de arrepio, o medo do novo, a náusea —
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma,
Trinta dias de viagem, três dias de viagem, três horas de viagem —
Sempre a opressão se infiltra no fundo do meu coração.

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Preso...


Paco de Lucia

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A direcção do sangue



Quando se viaja sozinho
pelas imagens que perduram
as evocações ganham um modo tão real
A mancha ténue dos arbustos
indica o caminho para o regresso
que nunca há
o mar ficou de repente perto
sobre esta praia travámos lutas
para as quais só muito depois
encontramos um motivo
era à pedrada que nos defendíamos
do riso mais inocente
ou de um amor
Mas aquilo que nunca esquecemos
deixa de pertencer-nos e nem notamos
Estamos sós com a noite
para salvar um coração


José Tolentino de Mendonça

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Não, de todo...



P!nk & John Legend

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domingo, 21 de agosto de 2016

Sem mistério algum...


Duarte

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Algum lugar...


Patti LaBelle


Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
...
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver…
Não digas nada
Deixa esquecer


Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada…
Mas ali fui feliz
Não digas nada.


Fernando Pessoa


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Fazia...


Randy Crawford

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domingo, 17 de julho de 2016

Ensurdecedor...


Disturbed

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Embriaga-te!


Devemos andar sempre bêbedos. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar.
Mas com quê?
Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te.
...
E se alguma vez, nos degraus dum palácio, sobre as verdes ervas de uma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que passou, a tudo o que gemeu, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: «São horas de te embriagares! Para não seres
como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto.»

Charles Baudelaire


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domingo, 19 de junho de 2016

Um ano...


Melanie Safka

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Quando...


The Beatles

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terça-feira, 7 de junho de 2016

... pensando!


Leandro Karnal

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

... é isso!


Talvez a minha solidão seja excessiva, mas eu detestei sempre as coisas mundanas.
Estar com as pessoas apenas para gastar as horas é-me insuportável.

Eugénio de Andrade

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

... porque não?!


Joss Stone & Jeff Beck

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Quasi



Um pouco mais de sol — eu era brasa.
Um pouco mais de azul — eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador d'espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho — ó dor! — quasi vivido...
Quasi o amor, quasi o triunfo e a chama,
Quasi o princípio e o fim — quasi a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
— Ai a dor de ser-quasi, dor sem fim... —
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...



...........................................

Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...



Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Trovoada...


Mariza

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domingo, 1 de maio de 2016

Em algum lugar...


Eva Cassidy

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Sem medo!



Resistência

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Chuva, muita...



Prince

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quinta-feira, 21 de abril de 2016

De um outro tempo...


Delbert McClinton

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Timbre




EU,
Morreu.
Só há ideal
No plural.
Tecidos
Como os fios que há nos linhos,
Parecidos
Entre nós como dois olhos,
Somos do tempo de viver aos molhos
Para morrer sózinhos.

Reinaldo Ferreira, poema autográfico, in "Poemas", Lourenço Marques, Imprensa Nacional de Moçambique, 1960.


(Nota: Este blog completa hoje dez anos de existência)

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domingo, 10 de abril de 2016

Há dias assim...



Rui Veloso e Mariza

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